Não sei do que se trata. Existe um pânico coletivo que deixa grupos, sociedades e comunidades em choque ao se depararem com edifícios sendo demolidos. Por muito tempo eu acreditei nos lamentos destes aflitos. Mas não era isso que eu via agonizar em cada demolição.
Neste pânico pela mudança eu vejo o gosto amargo que o novo adquiriu no paladar arquitetônico popular. Se somos consumistas capitalistas contemporâneos sedentos por novidades, isso parece não fazer sentido nas cidade.
O medo do novo não é um sinal de respeito pelo passado necessariamente. É o próprio fim da fé na arquitetura pelas pessoas. É o sinal de que o trabalho está tão ruim que provoca pânico. É absurdo conviver com a certeza absoluta de que no lugar de um edifício demolido, seja ele qual for, virá algo sempre pior. Na medida que isso acontece escurece ainda mais o oficio da arquitetura.

“Escolha viver. Escolha um emprego. Escolha uma carreira. Escolha uma família. Escolha uma televisão enorme. Escolha lavadoras de roupa, carros, CD players e abridores de latas elétricos. Escolha boa saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na TV enfiando porcaria na sua boca. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver.”
Pessoa charmosa, amavel e expressiva, muito criativa e um tanto curiosa. Tem uma certa dificuldade na concentração e como gosta de compartilhar tudo com os outros é o tipo de pessoa que não consegue guardar suas idéias só para si. Sempre de bom astral, é daquelas que adora festa. Só tem um problema em enfeitar demais a realidade, exagerando na dose e não conseguindo controlar sua mania de falar. (significado do meu nome)
Percebo com as minhas manias e loucuras, que tudo que agrego, me torna o que sou … em sentidos, em afetos …
Gosto deste mundo fantástico que vivo, desta correria demais, deste turbilhão … mas gosto do meu compasso civilizado e controlado (deste lado: homem sério e de bigode, atrás de um óculos).
Um dia quem sabe, não viro nuvem ~~
Beijins & Quindins


